Este curso é para você ter apresentações de grande impacto

Venha participar do curso que lhe oferece DICAS E ORIENTAÇÕES para que você possa estar seguro e com mais objetividade em suas apresentações acadêmicas.

Curso dinâmico e com certificado para ajudá-lo a complementar suas horas de cursos.

Entre no link treinamentos e saiba mais sobre essa grande oportunidade.

Estamos esperando por você.

Maiores informações:

8465-3414
contato@falarte.com.br


O espectrograma ajudando sua comunicação

O homem é um ser relacional e a comunicação é responsável pela construção dos relacionamentos interpessoais. Berretin et al. (2001) mencionam que a fala e a voz são importantes para estabelecer o contato com o outro e com o mundo, por meio da exteriorização de sentimentos e pensamentos.

O estimulo á competência comunicativa é importante para a melhora das relações e no desempenho profissional. Hoje temos recursos tecnológicos que podem nos auxiliar no exercício, percepção e mudança do uso de alguns parâmetros verbais. Um deles é o espectrograma vocal.

O espectrograma é um gráfico tridimensional, contraído a partir da relação entre frequência, intensidade e tempo. Com ele se pode trabalhar a percepção de alguns parâmetros vocais como a frequência, que pode ser grave para discursos mais densos e agudos para discursos mais alegres e suaves, controle da intensidade, pausa e ainda observar a melhora da articulação (fala) do som produzido pela voz, criando assim maior sensibilidade da expressividade verbal e maior controle sobre a comunicação.


Artigo sobre forma e conteúdo da mensagem

Olá pessoal;

Este artigo foi publicado no site administradores.com, considero uma boa leitura porque o autor Rodolfo Araújo, coloca como a forma e o conteúdo que devem estar em uma mensagem.

Forma e Conteúdo

Forma e Conteúdo na elaboração de uma mensagem, para que ela seja a mais efetiva possível.

Forma é a maneira como dizemos algo – e inclui tanto as palavras que escolhemos quanto a parte não-verbal da mensagem. Conteúdo é a ideia que queremos transmitir – a mensagem propriamente dita.

Equilibrar as duas partes desta equação é fundamental para atingir os objetivos de comunicação. Chip Heath deu uma brilhante demonstração sobre este tema em sua palestra no Fórum HSM de Inovação e Crescimento, no dia 28 do mês passado.

Alunos de uma universidade americana responderam a uma enquete na qual precisavam indicar quem eram os estudantes mais bondosos que viviam no campus, além dos menos bondosos. Pessoas que reconhecidamente se esforçavam para ajudar os outros, davam atenção aos problemas alheios e se engajavam de verdade em trabalhos voluntários. E, do outro lado, os que estavam se lixando para tudo isso.

Computados os resultados, os pesquisadores enviaram aos escolhidos – os bons e os nem tão bons – uma carta solicitando donativos para uma entidade beneficente. O detalhe é que havia duas cartas diferentes, divididas aleatoriamente entre os grupos: uma com solicitações vagas, abstratas; outra contendo pedidos e instruções específicas.

A primeira pedia que levassem comida enlatada; a outra, uma lata de feijão. Uma sugeria que a doação poderia ser feita em qualquer dia da semana; outra agendava terça-feira, meio-dia. Uma indicava a praça central do campus; outra vinha com um mapa detalhado.

Como resultado desta combinação, 8% dos alunos bondosos que receberam a carta com instruções abstratas, ainda fizeram a doação, enquanto que nenhum dos egoístas seguiu o exemplo. Por outro lado, quando as instruções eram precisas e detalhadas, nada menos que 42% dos bondosos fizeram sua parte, contra 25% dos egoístas. Veja os números no quadro abaixo e pense no que parece estranho:

Nada menos que 1/4 das pessoas consideradas egoístas fizeram a doação quando receberam instruções detalhadas – o que representa uma considerável mudança de atitude! Mas ainda mais importante do que isso é que este número é bem superior (mais do que o triplo!) das pessoas consideradas bondosas, mas que receberam instruções abstratas.

Será que as pessoas consideradas egoístas simplesmente não estavam recebendo as instruções de forma errada? Afinal, 25% delas demostraram isso. Duas lições podem ser tiradas daqui:

1. O modo como nós nos comunicamos com as pessoas afeta nossa percepção com relação a elas. Posso classificar uma pessoa como bondosa ou egoísta de acordo com a qualidade das instruções que eu dou. Portanto, ao avaliar alguém, é preciso identificar de onde vêm essas percepções – e de que forma o seu comportamento as influencia;

2. A maneira como combinamos Forma e Conteúdo numa mensagem interfere diretamente não só no entendimento da mensagem, mas também nas ações incentivadas (ou recriminadas*) por elas. Portanto, quando você achar que suas mensagens não estão tendo o impacto desejado – seja positivo ou negativo -, reavalie como você está mesclando Forma e Conteúdo. E, principalmente, se as pessoas estão entendendo realmente o que você está querendo dizer.


O Não Dito Nos Grupos

Esta é a continuação do trabalho de conclusão da pós graduação da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos. Espero que gostem da leitura.

2ª Parte

Quando a comunicação se estabelece mal, ou não se estabelece, entre as pessoas ou entre grupos, resultam alguns fenômenos psíquicos. Para Lewin, quando a comunicação é interrompida há bloqueio e quando não é comunicada senão uma parte do que os interlocutores pensam, sabem ou sentem a comunicação acompanha-se de filtragem. Segundo Mailhiot(……) a filtragem é mais prejudicial para o desenvolvimento da comunicação grupal do que o bloqueio. Diz ele:

“o bloqueio obriga os interlocutores a questionar suas comunicações e geralmente lhes permite reatá-las e restabelecê-las em um clima mais aberto e uma base mais autêntica, cada interlocutor tomando consciência do que neles e entre eles constitui obstáculo a suas trocas. Em caso de filtragem, entretanto, porque a comunicação subsiste enquanto a confiança diminui, ela tende a acompanhar-se de reticências e de restrições mentais, degradando-se e degenerando pouco a pouco em troca de mensagens cada vez mais ambíguas e equívocas”. (p.79 – mailhiot).

A perspectiva desse artigo é olhar estes dois aspectos da comunicação. No entanto, o que Lewin optou por chamar de bloqueios e filtragens, aqui será chamado de não dito, que engloba uma série de outros fenômenos, considerados como recorrentes e relevantes para o entendimento do funcionamento dos grupos.

Assim, do que mais se fala quando se faz referência ao não dito? Debieux (….) escreve que:

“ O não-dito diz respeito a diversas facetas da linguagem e, como tal, diz respeito ao inconsciente. Embora não se sobreponha a este pois pode contribuir para equacionar algumas dimensões da prática psicanalítica constituindo-se um operador, por excelência, da escuta psicanalítica”.(p.26 -debieux).

Acima a autora ressalta a faceta inconsciente do fenômeno do não dito, no entanto, como pode-se observar, há vários tipos e manifestações desse mesmo fenômeno, algumas delas são: o mal-entendido, os silêncios, o mal-dito, o sagrado e os não-ditos voluntários, que são os segredos (aquilo que não se deve dizer, especialmente por restrições morais), o implícito e as convenções sociais com seus mitos. Segundo esta mesma autora

“as histórias que não são contadas, as palavras censuradas, as verdades caladas, estas e outras espécies de não dito acarretam consequencias, nunca benfazejas e quase sempre patológicas, em cada caso, o infantil sujeito sofre e, em razão de tais mordaças, produz sintomas” (p.13 – debieux)

No trecho acima, Debieux fala especificamente do sujeito infantil, no entanto, também pode-se fazer um paralelo do que ela está referindo com os indivíduos adultos e na relação de grupo.  A psicanálise denuncia que aquilo que não é dito volta em forma de sintoma, ou melhor, na forma de um comportamento repetitivo, cristalizando o movimento do grupo.

Referência:

Artigo:  Não Dito nos Grupos – Ana Kelly Martinez e Camila Soares – SBDG


O não dito nos grupos

Este é um trecho do trabalho de conclusão do curso da SBDG, que quero compartilhar com vocês meus leitores, considero importante pensarmos sobre os não ditos em nossa vida, porque pode refletir o que somos ou o que não conseguimos ser.

Boa leitura.

1ª Parte

O ser humano por essência é um ser social e tem a necessidade de conviver em grupos, formar sociedades e se comunicar. Isso acontece desde o início da vida com o grupo familiar e ao longo dela com os tantos outros grupos dos quais faz parte na escola, na faculdade, no bairro onde mora, no trabalho, etc. Uma das formas mais importantes de interação entre as pessoas é a linguagem, que pode ser definida como um complexo conjunto de sinais que permite não só a comunicação entre os indivíduos, como também expressa toda a cultura de um povo. Segundo Bellezi (2007), a linguagem pode ser classificada em linguagem verbal, que utiliza a palavra e exterioriza o ser social e linguagem não verbal, que utiliza outros sinais para transmitir a mensagem e exterioriza o ser psicológico, sendo sua principal função demonstrar os sentimentos. Davis (1979) acrescenta que:

“a linguagem não verbal representa a denúncia das nossas vontades, dos desejos contidos, muito embora, diante da expectativa de condutas sociais de um grupo, possa se desenvolver um comportamento no qual se tenta esconder essas verdadeiras intenções. Trava-se aqui uma batalha entre aquilo que representa os “desejos do corpo” e a espera da “boa conduta”.”

O que acontece é quando essas intenções não são explicitadas, na maioria das vezes há prejuízo na comunicação e, se isso for pensado dentro do contexto dos grupos, há prejuízo no desenvolvimento das relações entre seus membros e, conseqüentemente, no crescimento do próprio grupo.

Desde os primórdios dos estudos sobre o funcionamento dos grupos a comunicação entre os seus membros, seus bloqueios e a interferência do que não é dito no processo de desenvolvimento é uma questão considerada. Kurt Lewin foi um dos autores que percebeu este fenômeno em sua experiência no M. I. T. ((Massachusetts Institute of Technology), um centro de pesquisas em dinâmica de grupos. Lewin se dedicou a experiências e estudos na psicologia social, uma hora enfocando o entendimento das constantes psicológicas dos grupos minoritários e outra hora se dedicando ao estudo dos pequenos grupos, que acabou sendo sua principal opção em termos de pesquisa. Dizia Lewin: “as variáveis de qualquer fenômeno de grupo, em razão de sua essencial complexidade, não podem ser identificadas e manipuladas, senão no próprio campo, numa perspectiva da pesquisa-ação”. Dentro dessa perspectiva, nos grupos em que vivenciou, Lewin constatou que:

“as relações interpessoais não podem tornar-se positivas, mais socializadas e o grupo integrar-se de modo definitivo, enquanto subsistirem entre os membros fontes de bloqueios e de filtragens em suas comunicações. A gênese de um grupo e sua dinâmica são determinadas, em última análise, pelo grau de autenticidade das comunicações que se iniciam e se estabelecem entre seus membros”. (p.70 Mailhiot).

É interessante refletirmos até que ponto utiliza a comunicação autentica em nossas relações profissionais e pessoais? Ela é importante para a construção de relações interpessoais sadias onde o crescimento mutuo é fator desencadeante para o amadurecimento das relações humanas.

Continuarei minhas reflexões no próximo artigo.

Um abraço.

Referência:

Artigo:  Não Dito nos Grupos – Ana Kelly Martinez e Camila Soares – SBDG


Copyright © 1996-2010 Falarte. All rights reserved.
iDream theme by Templates Next | Powered by WordPress